Artigos marcados com ‘Sala de Aula’

JOGOS EM SALA DE AULA

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Educador, você já usou jogos em sala de aula? Se sim, qual jogo? Como foi a reação dos alunos? Compartilhe a sua experiência comigo ( rselke at positivo.com.br) - que eu publico aqui no Blog de Filosofia. Espero a sua participação.

CINEMA EM SALA DE AULA: Coleção “Os Filósofos”, de Rossellini.

O uso de curtas, filmes, e documentários já estão consolidados em sala de aula a um bom tempo. Para o professor de História, certamente é mais fácil encontrar no mercado brasileiro filmes que podem ser utilizados em sala de aula, com o objetivo de levar o seu aluno a refletir e pensar de forma crítica.

Afinal de contas, é muito comum que Hollywood utilize eventos históricos para contar uma narração pessoal. Podemos pensar em alguns filmes, apenas para compreender a Segunda Guerra Mundial: O Resgate do Soldado Ryan (1998), com seu inicio espetacular – o desembarque das tropas americanas na Normandia – faz um bom retrato do que realmente ocorreu, claramente inspirado nas fotografias de Robert Capa (1913-1954). A Lista de Schindler (1993) tem como pano de fundo a dominação nazista, o anti-semitismo e o Holocausto. Mas seu enredo é a comovente história de um industrial alemão que procura evitar a morte de centenas de judeus.

E o professor de Filosofia? Que tipo de material está disponível no mercado brasileiro? Existe algum filme que pode ser utilizado em sala de aula? A resposta é que há, sim. Especialmente a coleção de DVD’s Os Filósofos. Esta coleção reuni quatro biografias de importantes filósofos: Sócrates (470 – 333 a.C.), Santo Agostinho (354 – 430 d.C.), Descartes (1596 – 1650) e Pascal (1623 – 1662).

Todos os filmes foram dirigidos pelo italiano Roberto Rosselini (1906 – 1977). Mesmo Rossellini sendo considerado um dos melhores diretores italianos, as suas obras cinematográficas possivelmente parecerão um tanto enfadonhas para os alunos, acostumados com outro tipo de ritmo e idioma (apenas Santo Agostinho foi dublado, os outros estão em sua língua natural, o italiano). Por isso o melhor caminho não é passar o filme inteiro, mas apenas algumas cenas com maior peso.

Se quiserem dicas de quais cenas são mais úteis para trabalhar em sala de aula, mande um e-mail para a assessoria de Filosofia da Editora Positivo.

Ricardo Selke -  rselke at positivo.com.br
Júlio Luchmann -  jluchmann at positivo.com.br

LIVRO EM SALA DE AULA: Mitos gregos para crianças

É possível adaptar mitos gregos para um público infantil? Se você acha que isso não é possível, recomendo a leitura da coleção Divinas Aventuras: histórias da mitologia grega e Divinas Desventuras: outras histórias da mitologia grega. Ambos os livros são da editora Companhia das Letras, escritos por Heloisa Prieto.

Há vários aspectos que impressionam no livro. Em primeiro lugar, a capacidade de síntese da autora. Em pouquíssimas páginas, ela consegue contar um mito, sem perder a sua mensagem ou moral. Em segundo, a ilustração feita por Maria Eugênia. A qualidade e beleza dos desenhos tornam a leitura mais agradável para todos os leitores, de todas as faixas etárias.

O prefácio do primeiro livro foi escrito pela historiadora Lilia Moritz Schwarcz – uma das historiadoras mais respeitadas no Brasil. Reflita sobre a tese levantada por Lilia: “Mitos são bons para pensar. Iluminam nossa história pessoal e coletiva, nossos medos e desejos, e conversam sobre eles por meio de imagens e de alegorias. Os mitos gregos, ao falarem de si próprios, falam muito de nós mesmos”.

Não há motivos para todos concordarem com a citação acima, mas é difícil resistir ao que foi escrito. A leitura dos mitos nos faz pensar sobre a nossa própria condição humana: medos, desejos, etc. A narrativa do mito sempre esconde alguma coisa. Algo que nunca é dito de forma explícita ou literal. Ele nos faz pensar, pois é uma alegoria. O que é uma alegoria? Segundo o Aurélio: ficção que representa uma coisa para dar ideia de outra.

Caso o professor não queria comprar os dois livros, fica a dica: o segundo livro tem mitos mais interessantes do que o primeiro. Em especial, os mitos: Ícaro, Prometeu, Cassandra e Sísifo. Dos quatro, o meu preferido é Prometeu. Nem tanto pela narração em si, mas pela mensagem que ele passa: a separação do homem da natureza – o nascimento da razão humana, que nada mais é do que o nascimento da Filosofia.