Artigos marcados com ‘Escravidão’

Escravidão: revisando, pesquisando e ampliando o tema

Marc Ferrez. Negra da Bahia, c. 1885. Salvador, BA / Acervo IMSOlá professor, muitas vezes somos surpreendidos pelos nossos alunos quando em algum momento de nossas aulas eles afirmam que escravidão é sinônimo de negro.

Para superarmos esta visão, e ampliarmos a discussão sobre a escravidão, elaborei uma apresentação em telas de ppt utilizando imagens do Livro Integrado Positivo do 8º ano e do Livro Digital do 8º ano, e OEDs do Portal Positivo (para 2017 serão do Positivo On).

Nessa apresentação discutiremos a condição do escravizado enquanto condição humana e não racial, bem como trabalharemos a inserção do trabalho escravo na sociedade do período imperial, para além do trabalho agrícola na plantation, inserido no dia a dia das cidades e vilas brasileiras.

Disponibilizamos também um trecho do filme “Quando Vale, ou É por Quilo?” (2005) do diretor Sérgio Bianchi, que explora a relação senhor/escravo em patamares diferentes do que estamos habituados a ver, com um escravizado letrado e com uma profissão diferente do habitualmente vemos, e baseado num processo crime pesquisado no Arquivo Nacional.

A apresentação incentiva a participação dos estudantes por meio da construção de hipóteses, da pesquisa, da interpretação e construção argumentativa, sobre uma temática de grande relevância para a História escolar e a formação de nossos alunos.

Procedimentos

Na 3ª tela da apresentação aparece uma no título “Um escravo”, e sem nenhuma imagem. Motivados por tal mensagem, espero que os alunos formulem uma imagem mental de um escravizado.

Na 4ª tela os alunos são convidados a externarem qual imagem mental formularam, e o professor analisará este conhecimento prévio de seus alunos, que inconscientemente formularam uma hipótese. Seriam os escravizados imaginados pelos alunos homens negros, brancos, ameríndios ou asiáticos?

Na 5ª tela são apresentadas imagens de escravizados na Grécia e Roma antigas, para servir de contraponto às imagens mentais formuladas pelos alunos. Teriam seus alunos imaginado um escravo em andrajos, dedicado ao trabalho agrícola, provavelmente da cana de açúcar, ou sendo supliciado pela chibata?

Na 6ª tela aparece um escravo urbano, bem trajado, talvez diferente da imagem mental dos alunos. Podemos começar a perguntar para nossos alunos porque este escravizado está vestido desta forma.

Nas telas seguintes aparecem os OEDs do Portal (Positivo ON em 2017) e a sugestão de um trecho de filme.

Para finalizar, a indicação de uma produção textual, que pode ser ampliada para outros suportes, tais como cartaz, vídeo, HQ, entre outros.

Escravidão africana

Olá

zumbi

A partir do vídeo clip Zumbi https://www.youtube.com/watch?v=B9RqcrEVNLM , vamos analisar:

  a) o sentido da primeira estrofe

Aqui onde estão os homens 

Há um grande leilão 
Dizem que nele há uma princesa à venda 
Que veio junto com seus súditos 
Acorrentados num carro de boi ”

b) o sentido da segunda estrofe

Aqui onde estão os homens 
De um lado cana-de-açúcar 
De outro lado, o cafezal 
Ao centro, os senhores sentados 
Vendo a colheita do algodão branco 
Sendo colhido por mãos negras”

c) O sentido da terceira estrofe

Zumbi é o senhor das guerras 
Senhor das demandas 
Quando Zumbi chega 
É Zumbi é quem manda”

d) identificar os seguintes nomes :

Angola 
Congo 
Benguela 
Monjolo 
Cabinda 
Mona 
Quiloa 
Rebolo”

Entrevista sobre o Mocambo dos Palmares

Olá
A professora da Unicamp, Sílvia Hunold Lara está pesquisando o Quilombo dos Palmares, e discutindo várias questões que estão consolidadas na historiografia brasileira, dando ênfase nos períodos de negociação e busca de relações pacíficas com a coroa portuguesa. Até o termo Quilombo é posto em questão, ou como a autora comenta:
““Todo mundo diz quilombo dos palmares, mas a palavra ‘quilombo’ é empregada deslocadamente nesse contexto e é anacrônica para designar Palmares. A palavra empregada naquele período para designar ‘assentamentos de fugitivos’ é mocambo”, afirmou Lara.

Segundo a historiadora, “kilombo” é uma palavra africana que significa “acampamento de guerra”, usada pelos grupos nômades guerreiros Imbangala, da África Central. Historiadores como o norte-americano Stuart Schwartz, da Yale University, consideraram que a formação dos quilombos nas Américas estava relacionada a esses acampamentos guerreiros – daí a origem do termo.

“Mas acho que essa não é uma matriz da formação dos assentamentos dos fugitivos no Brasil. Os kilombos Imbangala tinham rituais específicos, com morte de crianças, serragem de dentes e canibalismo. Como eram nômades, não tinham uma ligação territorial nem as linhagens que davam a legitimidade do poder, diferentemente do que ocorreu nos mocambos do interior de Pernambuco, onde se formou um reino linhageiro”, disse Lara.”

Para quem desejar ler a entrevista na íntegra, segue o link da FAPESP
 

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Atividade para o 8º ano ou para a 2ª Série do EM

dorival-caymmiPassar o clip da canção de Dorival Caymmi - Retirantes

https://www.youtube.com/watch?v=nDdnF0weTWw

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