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O Samba: Do popular ao nacional popular

O Samba: Do popular ao nacional popular

Walfrido S. de Oliveira Jr. - Assessor de História da Editora Positivo
malandragem2Varguismo e música PPT

A publicação de Casa Grande e Senzala em 1933 é, reconhecidamente, um marco na produção intelectual brasileira que propõe reflexões sobre o que são o Brasil e o brasileiro. E a questão da mestiçagem é novamente um foco importante nessa discussão, só que diferente de outros autores e outras obras. Freyre vê como positividade todo o processo de miscigenação física e cultural.

Numa narrativa instigante, Vianna[1] ilumina um encontro entre Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda, Prudente de Morais Neto, Heitor Villa-Lobos com os músicos Donga e Pixinguinha, no Rio de Janeiro de 1926. Desse e de outros encontros, Vianna descortina o trânsito e as mediações entre os estratos populares e a elite cultural (e econômica) do Brasil da década de 1920. As discussões do modernismo geraram um debate sobre a necessidade de atrelar as inovações internacionais à raiz popular, regional e brasileira. Esse diálogo rendeu frutos na década de 1930, tornando-se política governamental, e o samba se consolidou como o ritmo brasileiro.

O samba cumpria bem seu papel de ritmo popular e brasileiro, e comercialmente também era um sucesso. Sua região era o Rio de Janeiro, que era o centro da nação em construção, e essa centralidade foi, também, fundamental. O samba foi o ritmo regional que extrapolou suas fronteiras para ser construído como música símbolo de todo o Brasil.

Durante A Ditadura Vargas, a discussão entre nacional e popular ganha conotações de elevar a condição dos brasileiros à condição de trabalhadores. A crítica ao samba como representação da malandragem deveria ser substituído pelo samba representando o Brasil, e o trabalho. Mesmo antes do Estado Novo esta polêmica já estava estabelecida, como poderemos ouvir nas canções de Wilson Batista e Noel Rosa.

Mas, com a Ditadura já estabelecida, e em pleno funcionamento do DIP, no período da Segunda Guerra, a personagem elaborada no Brasil por J. Carlos, ou o próprio Walt Disney, que recriava a imagem do brasileiro como um malandro carioca, ligado ao samba e a cachaça. A imagem da malandragem, sobreviveu assim a campanha varguista, e convive junto com o samba em várias parcerias até a atualidade.


[1] VIANNA, Hermano. O mistério do samba. Rio de Janeiro: Zahar, 2012.

Vista a Minha Pele

vista-minha“Vista a Minha Pele” é uma divertida paródia da realidade brasileira. Serve de material básico para discussão sobre racismo e preconceito em sala-de-aula.

Discute a questão racial brasileira de um ponto de vista inusitado.

Assista ao vídeo em:

https://www.youtube.com/watch?v=XDJhNTMqbWc&list=HL1370269487&feature=mh_lolz

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15filhosDocumentário 15 filhos (15 filhos. Vídeo. Direção: Maria Oliveira e Marta Nehring, p & b, 20

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