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A Revolta dos Malês: um rico conteúdo para sala de aula

Professores e professoras,

Trago para vocês um texto muito interessante escrito pela Profa. Mary Del Priore. Trata-se de uma adaptação de um trecho de nova parte da coleção de História lançada por ela no último período,  “Histórias da Gente Brasileira: Império”, volume 2.

No texto ela aborda a Revolta dos Malês, o que chama de “A mais assustadora das revoltas” em um texto muito instigante que pode nos ajudar a pensar uma atividade em sala com nossos alunos. Essa revolta ganhou muito destaque na historiografia recente por ter sido organizada por muçulmanos, na maioria de origem ioruba, costumeiramente chamados nagôs na Bahia. Essa mistura de fatores socioculturais torna esse episódio histórico um prato cheio para debates em sala.

Como sabemos uma das características de nosso material é estimular os alunos a buscarem “outras versões” do conhecimento histórico para consolidar com eles a ideia de que existem muitas formas de se construir esse conhecimento.

A Revolta dos Malês aparece no conteúdo do oitavo ano, 4° volume e também na segunda série do Ensino Médio, 3° volume dos livros didáticos de História do SPE.

Para ler, clique aqui!

"Negro Muçulmano" de Debret

“Negro Muçulmano” de Debtret

O Jogo Minecraft e seu uso nas aulas de História

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Olá, vocês conhecem o jogo minecraft? Se não conhecem ou apenas ouviram falar, tenho a certeza que seus alunos conhecem e boa parte joga. Mas o que este jogo pode contribuir para as suas aulas de História? Certamente muito.

Podemos entender o jogo como a possibilidade de construir maquetes na forma virtual, ou seja, você pode pedir para seu aluno construir a Bastilha com as ferramentas deste jogo. Tal qual a construção de uma maquete física, se o seu aluno apenas reproduzir a Bastilha, a construção do conhecimento fica bastante limitada, mas se a construção da famosa prisão francesa estiver relacionada a pesquisa sobre sua construção, seu uso pelo poder monárquico, a representação de sua tomada pela população de Paris no contexto da Revolução Francesa, já percebemos o aumento da densidade da aprendizagem.

Um grupo de professores conseguiu adaptar o jogo já existente para uma versão educativa, capaz de reproduzir qualquer estrutura existente na terra, desse esforço surgiu em 2011, o ,MinecraftEdu versão do jogo atualmente utilizada nas escolas. A Microsoft adquiriu o MinecraftEdu em janeiro de 2016.

Para acesso ao jogo e mais leituras indicamos os links das matérias publicadas nos jornais Estado de São Paulo e Folha de São Paulo, além de indicação de projetos.

Bom jogo e boa pesquisa

O Samba: Do popular ao nacional popular

O Samba: Do popular ao nacional popular

Walfrido S. de Oliveira Jr. - Assessor de História da Editora Positivo
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A publicação de Casa Grande e Senzala em 1933 é, reconhecidamente, um marco na produção intelectual brasileira que propõe reflexões sobre o que são o Brasil e o brasileiro. E a questão da mestiçagem é novamente um foco importante nessa discussão, só que diferente de outros autores e outras obras. Freyre vê como positividade todo o processo de miscigenação física e cultural.

Numa narrativa instigante, Vianna[1] ilumina um encontro entre Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda, Prudente de Morais Neto, Heitor Villa-Lobos com os músicos Donga e Pixinguinha, no Rio de Janeiro de 1926. Desse e de outros encontros, Vianna descortina o trânsito e as mediações entre os estratos populares e a elite cultural (e econômica) do Brasil da década de 1920. As discussões do modernismo geraram um debate sobre a necessidade de atrelar as inovações internacionais à raiz popular, regional e brasileira. Esse diálogo rendeu frutos na década de 1930, tornando-se política governamental, e o samba se consolidou como o ritmo brasileiro.

O samba cumpria bem seu papel de ritmo popular e brasileiro, e comercialmente também era um sucesso. Sua região era o Rio de Janeiro, que era o centro da nação em construção, e essa centralidade foi, também, fundamental. O samba foi o ritmo regional que extrapolou suas fronteiras para ser construído como música símbolo de todo o Brasil.

Durante A Ditadura Vargas, a discussão entre nacional e popular ganha conotações de elevar a condição dos brasileiros à condição de trabalhadores. A crítica ao samba como representação da malandragem deveria ser substituído pelo samba representando o Brasil, e o trabalho. Mesmo antes do Estado Novo esta polêmica já estava estabelecida, como poderemos ouvir nas canções de Wilson Batista e Noel Rosa.

Mas, com a Ditadura já estabelecida, e em pleno funcionamento do DIP, no período da Segunda Guerra, a personagem elaborada no Brasil por J. Carlos, ou o próprio Walt Disney, que recriava a imagem do brasileiro como um malandro carioca, ligado ao samba e a cachaça. A imagem da malandragem, sobreviveu assim a campanha varguista, e convive junto com o samba em várias parcerias até a atualidade.


[1] VIANNA, Hermano. O mistério do samba. Rio de Janeiro: Zahar, 2012.

Bingo da História

Ao jogarmos o Bingo da História, nossos alunos desenvolverão a habilidade de reconhecer as definições de conceitos desenvolvidos em nossas aulas. atividade que serve muito bem para diagnosticar os conhecimentos ao final do 9º ano.

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Jogo dos Gêneros Textuais

Selecione as cartas e construa o conhecimento em História e Língua portuguesa.

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Forme as quadras com os respectivos gêneros, trocando cartas no sentido horários. Descarte para a pessoa da sua esquerda a carta que não lhe convém, e espere formar a sua quadra.

Jogar em grupos de quatro alunos.

GRANDES NAVEGAÇÕES EM JOGO: CRUZANDO OS MARES DO MUNDO NA SALA DE AULA

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Jogo das Grandes Navegações

Praeceptis

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  • Cada equipe sairá com 20 reais;
  • Iniciará o jogo, com uma tropa apenas.
  • O professor poderá dar 4, 5, ou 6 riquezas em potenciais a cada equipe; Não é aconselhável dar mais do que 6, pois isso tornará o jogo muito longo.
  • O deslocamento pelo tabuleiro se dá por meio de dados. O jogador quando se desloca por mar jogará dois dados, quando por terra jogará um dado. Ao iniciar a jogada por mar e adentrar em terra o restante das casas por deslocar será dividido por dois, arredondando para menos. Ler Mais

Trilha do Descobrimento

Olá.

Estou postando um jogo desenvolvido pelo nosso colega Norton Nicolazzi Jr. sobre as navegações.

Tal estratégia lúdica tem por objetivo chamar a atenção de nossos alunos, a participarem das dinâmicas das aulas, demonstrando conhecimento e  proporcionando diversão.

Notamos que a sugestão aqui apresentada pode ser facilmente adaptada a diversos outros temas, e convidamos você a adaptar da forma que desejar para o  atendimento de seus objetivos.

mapa-tabuleiro1 jogo-do-descobrimento-cards2

Atividade para o 8º Ano

Exibir o Vídeo - http://youtu.be/SjH3WNlexQQ

Apresentar o vídeo no original e perguntar para os alunos do se trata.
Apresentar a letra no original e pedir que os alunos “inventem” uma tradução.
Ler a tradução dos alunos
Apresentar a tradução e comparar com o trabalho dos alunos.
Perceber na análise da letra, o “espírito” da Revolução Francesa
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la-marseillaise (clique para baixar as letras)

Escravidão africana

Olá

zumbi

A partir do vídeo clip Zumbi https://www.youtube.com/watch?v=B9RqcrEVNLM , vamos analisar:

  a) o sentido da primeira estrofe

Aqui onde estão os homens 

Há um grande leilão 
Dizem que nele há uma princesa à venda 
Que veio junto com seus súditos 
Acorrentados num carro de boi ”

b) o sentido da segunda estrofe

Aqui onde estão os homens 
De um lado cana-de-açúcar 
De outro lado, o cafezal 
Ao centro, os senhores sentados 
Vendo a colheita do algodão branco 
Sendo colhido por mãos negras”

c) O sentido da terceira estrofe

Zumbi é o senhor das guerras 
Senhor das demandas 
Quando Zumbi chega 
É Zumbi é quem manda”

d) identificar os seguintes nomes :

Angola 
Congo 
Benguela 
Monjolo 
Cabinda 
Mona 
Quiloa 
Rebolo”

Trabalho sobre Imigração

diversidade

  Após assistir ao vídeo clip da canção “Mérica, Mérica”

Mérica, Mérica

Investigar com seus alunos a origem familiar, verificando a identidade que cada um construiu para si.

Subsidiar uma discussão sobre a pluralidade da identidade étnica brasileira, que, normalmente nega a presença africana e indígena.

Promover uma pesquisa sobre a ocupação da região, e verificar quais os grupos que a povoaram.