A moral Kantiana: uma moral de valor

Fonte: Autor desconhecido. pintura. 1790. https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Immanuel_Kant_(painted_portrait).jpg Acesso em 24/06/2016

As pessoas vivem suas vidas, ensinam e aprendem coisas como se elas sempre tivessem existido, como se sempre tivesse sido assim. Diante da pergunta: o que devo fazer para que minha vida seja digna? A resposta parece bastante obvia, fazer o certo.

Fazer o certo pode não ser tão obvio assim, já que o conceito de certo e errado pode ser bastante relativo, dependendo a época que falamos, e da corrente filosófica que a sustenta.

Para o consequencialismo o certo é tudo aquilo que fazemos, cujas consequências, sejam sempre benéficas, o que nos obriga a pensar à longo prazo. O problema, no entanto, é que nem sempre podemos prever o que vai acontecer, e isto nos põe em estado de angústia.

O pragmatismo prega a ideia do prático. Nada de ficar discutindo o sexo dos anjos, já que isto não tem nenhuma praticidade. Ficam pelo caminho teorias que não podem ser demonstradas, como Deus e a própria filosofia, isto sem contar um sem número de histórias e conhecimentos importantes como a literatura, tudo em nome do sucesso e do progresso. Progresso sem humanidade?  Capitalismo selvagem?

Kant fala de uma metodologia que resolveria todos os problemas da humanidade, o imperativo categórico. “Age de tal forma que suas ações se convertam em lei universal”, ou seja, que qualquer um possa fazer inclusive a você mesmo. Parece que Kant parafraseia a moral cristã: “Faze ao outro o que gostaria que fizessem a você”. Podemos imaginar um mundo onde as pessoas ajam assim? Fazendo ao outro como se este fizesse a ele mesmo?